Fundação Lapa do Lobo · 4ª edição · 24 — 26 Julho 2026

Aldeia Cultural

Durante três dias, a Lapa do Lobo transforma-se num território de arte e encontros, onde artistas, habitantes e visitantes partilham espetáculos, memórias e experiências por toda a aldeia.

Sexta 24 julho6 atividades
18h00

Abertura Lapa do Lobo Aldeia Cultural — 4ª edição

aberturaTerreiro do Antunes·Todos os públicos
18h30

Espetáculo “Sons da Aldeia” — Ensemble de percussão da AMAD

concertoTerreiro do Antunes·Todos os públicos

É uma criação inédita, que marca a abertura da 4.ª edição da Aldeia Cultural, na Lapa do Lobo. Inspirado nos ritmos e nas sonoridades que ecoam pelas aldeias, o concerto celebra a fusão entre a tradição e a modernidade, explorando timbres únicos e dinâmicas envolventes. Com instrumentos de percussão tradicionais e contemporâneos, os jovens músicos transportam o público numa viagem sonora, onde o bater do tempo se cruza com a identidade e a alma da terra. Uma performance envolvente e cheia de energia, que promete despertar sentidos e emoções, dando o tom perfeito para o início desta grande celebração cultural.

 

O Ensemble de Percussão do AMAD foi criado em 2009 com a missão de desenvolver as competências técnicas, interpretativas e performativas dos alunos. Proporcionando uma oportunidade única para trabalhar repertório escrito para grupos de percussão, o Ensemble tem desempenhado um papel vital no cenário musical desta classe. Ao longo dos anos, o Ensemble realizou uma série de concertos em vários auditórios e teatros dos concelhos de Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Tábua e Tondela (Acert).

19h00

Lapalobampum — Participantes da Oficina de Férias

arruadaRuas da Lapa do Lobo·Todos os públicos

Percurso performativo itinerante que assinala a conclusão da oficina Lapalobampum. Criado por crianças e jovens ao longo das férias, sob orientação dos artistas Luís Carvalho e Zé Pedro Ramos, este momento transforma o ritmo, a percussão e a expressão performativa numa celebração coletiva que conduz o público durante a inauguração da Aldeia Cultural.

19h00

Performance de recriação da Bola Tradicional da Aldeia

performanceTerreiro do Antunes·Todos os públicos

Integrando tradição e arte, esta performance celebra o ritual ancestral da cozedura da bola tradicional da Lapa do Lobo no Forno Comunitário da Aldeia. Num gesto coletivo que une gerações, o ato de amassar, levedar e cozer a bola transforma-se num espetáculo vivo, onde os movimentos das mãos, o som da lenha a crepitar e os aromas que invadem o espaço criam uma coreografia sensorial. Entre cânticos populares, histórias partilhadas e o calor do forno, a performance explora a relação entre alimento, comunidade e memória. No final, a partilha da bola cozida sela o momento num gesto simbólico de união e celebração.

21h30

Espetáculo “Deixa-me Contar Antes que Esqueça: do nascer do sol ao deitar da lua” — Mochos no Telhado

teatroPátio da Fundação Lapa do Lobo·M/6

“Deixa-me Contar Antes que Esqueça” é um projeto de criação artística ancorado na escuta de um território, através da recolha de testemunhos dos seus habitantes e comunidades. No resultado final, que cruza o teatro e a música, transforma-se o conjunto de vozes e experiências distintas numa voz partilhada e comum.

Atravessamos o tempo e resgatamos as palavras que se erguiam a cada alvorada para fazer e manter a vida. De todos os fazedores do mundo, herdámos paisagens em construção, tradições, utensílios de trabalho, formas de pensar e de fazer. Formas de cantar e de contar. Agora, erguidos nos ombros do tempo e com a mesma terra a correr-nos nas veias, escutamos memórias e contamos para não esquecer.

23h00

Aldeia Lounge — Contracanto

LoungeEscola de Artes da Lapa do Lobo

Quando as aulas terminam e a noite cai sobre a aldeia, acendem-se outras luzes.

No dia 24 de julho, a partir das 23h00, os alunos da Escola Contracanto assumem o palco para uma celebração da criatividade em estado puro. Sem tema imposto, sem fronteiras artísticas, cada participante traz consigo uma proposta própria.

 

Entre criações originais e leituras inesperadas de obras que os inspiram, desenha-se um mosaico de vozes e sensibilidades que revela o que acontece quando a arte é vivida de forma livre e apaixonada.

 

Mais do que um espetáculo, esta é uma partilha. Um convite para entrar num espaço de intimidade, descoberta e encontro, onde a generosidade artística é a protagonista da noite.

Sábado 25 julho15 atividades
08h00

Circuito Performativo de Bicicletas Pasteleiras

passeioPonto de encontro: Associação Desportiva e Cultural Lapense (ADCL)·Inscrição prévia até 15 de julho através da ADCL (968040762 ou 962840074)

Já é tradição na Lapa do Lobo: o som das campainhas e buzinas ecoa pelas ruas, fazendo-se ouvir antes mesmo de o pelotão de ciclistas surgir. Um desfile de pasteleiras, todas decoradas de forma criativa e única, atravessa a aldeia, como uma verdadeira celebração da comunidade e da sua história. No espírito da Aldeia Cultural, este passeio não é apenas uma simples pedalada. É uma viagem pelos lugares mais significativos da aldeia, onde cada curva e cada rua conta uma história. Entre risos e conversas, os participantes têm a oportunidade de descobrir e redescobrir a Lapa do Lobo, celebrando as tradições e as memórias que tornam este lugar único.

 

A Associação Desportiva e Cultural Lapense (ADCL) é uma coletividade localizada na aldeia da Lapa do Lobo, na freguesia de Lapa do Lobo, concelho de Nelas. Fundada em 1976, a ADCL tem desempenhado um papel fundamental na promoção de atividades culturais, recreativas e desportivas na comunidade local. A associação organiza diversos eventos e atividades, onde se destacam os Passeios de Pasteleiras: eventos que reúnem os habitantes e visitantes para percorrer a aldeia em bicicletas tradicionais.

09h00

Arruada de bombos — ARCPaço

arruadaADCL · Jardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Os bombos da Associação Recreativa e Cultural do Paço (ARCPaço) ressoam com força e alma, enchendo o ar da aldeia com batidas vibrantes e contagiantes. O som profundo ecoa nas casas de pedra, atravessando becos e vielas, enquanto o ritmo pulsante desperta suavemente os aldeões, chamando-os à celebração. À medida que a arruada avança pelas ruas estreitas e sinuosas, a aldeia transforma-se num palco vivo, onde cada batida marca o compasso da festa. Uma ode ao coletivo, ao som que une e ao coração que bate em uníssono com a tradição.

 

A Associação Recreativa e Cultural do Paço (ARCPaço), de Canas de Senhorim, é uma coletividade dedicada à promoção de atividades culturais e recreativas na região. A associação tem desempenhado um papel ativo na dinamização cultural da comunidade local. Entre as suas iniciativas, destaca-se a organização de eventos tradicionais, como arruadas de bombos, que enchem as ruas da aldeia com ritmos vibrantes e fortalecem os laços comunitários.

09h00

O sótão da avó — Feira de velharias

feiraJardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Um regresso ao passado, onde ir à feira era mais do que um simples ato de comprar. Era um ritual de descobertas e encontros. Nesta feira de antiguidades, cada banca é como o sótão dos avós, repleto de objetos esquecidos, cheios de histórias e segredos por revelar. Entre móveis antigos, relógios parados no tempo, porcelanas delicadas e fotografias a preto e branco, a feira transforma-se num verdadeiro baú de memórias. Um espaço para colecionadores apaixonados, caçadores de relíquias ou simples transeuntes que se deixam tocar por um brinquedo da infância, uma peça de loiça igual à da avó ou um disco que embalou outras gerações. Uma viagem emocional, onde o passado ganha nova vida e cada objeto reencontra alguém disposto a continuar a sua história.

10h00

Sentir a aldeia — Ioga para todos — com Susana Duarte

iogaJardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Inspira. Expira. Relaxa. O Ioga oferece-nos muito mais do que um corpo forte e flexível. Ajuda-nos a alinhar o corpo, a mente e o coração com a grande força do amor que habita em nós e com a nossa essência mais pura, que é a plenitude e a felicidade. São todos convidados a experimentar hábitos saudáveis que podem usar nos momentos em que mais precisam de respirar profundamente — quando estão com medo, ansiedade, ou simplesmente para relaxar e acalmar.

10h30

Masterclass “Desenhar do Escuro” — António Jorge Gonçalves

masterclassAuditório Maria José Cunha·Interessados em desenho com ou sem experiência

Palestra com imagens e excertos de filmes que desafiam perspetivas sobre o papel da luz na história das artes visuais: no desenho, na pintura, na fotografia, no cinema. O artista partilha também as motivações, estratégias e técnicas particulares utilizadas na feitura destes desenhos de rua, feitos a lápis branco sobre fundo preto, nos seus cadernos.

Num segundo momento, os participantes são convidados a experimentar a feitura de desenhos a branco sobre suporte preto.

10h30

Oficina de instrumentos musicais — d’Orfeu

oficinaJardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

A formadora Beatriz Direito vai desafiar-nos a construir objetos sonoros com forma ou aspeto de instrumentos musicais portugueses, através da reutilização de materiais (embalagens de plástico ou cartão, cápsulas, sacos de plástico, tecidos, entre outros). Vamos desenvolver a criatividade e produzir instrumentos bem originais, que poderemos levar para casa!

 

Beatriz Direito, tem 25 anos e é soprano. Divide a sua atenção entre a performance, o ensino e a música em comunidade.

Licenciada desde 2021 em Canto Teatral pelo Conservatório Superior de Música de Gaia na classe da Professora Fernanda Correia e Pós-Graduada em Música na Infância pela Universidade NOVA de Lisboa, desde 2022.

Na área do ensino, leciona, atualmente, em variadas instituições espalhadas pelo distrito de Aveiro.

Na vertente da performance, debutou nos últimos dois anos os papéis de ópera: Mimi, da ópera La Bohéme de G. Puccini, em parceria com o Opera Studio de Molise e o papel de Contessa na ópera Le Nozze di Figaro, em parceria com o estúdio de ópera Musica Proibita, em Bérgamo.

Integra ainda o elenco de dois espetáculos, em circulação, da Associação Cultural d’Orfeu: A Grande Orquestra das Mãos de Barro e Raposódio, um espetáculo infantil.

Em 2025 desenvolveu o projeto MIP MOP, um projeto individual onde explora as várias vertentes da música nas mais variadas comunidades, em parceria com IPSS, associações e parcerias com entidades e municípios.

11h30

Visita guiada à exposição “Desenhar do escuro” — António Jorge Gonçalves

visitaGaleria de Exposições da Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Aplicando um processo de inversão – usado na xilogravura, por exemplo – no qual se desenha aquilo que está a branco em vez daquilo que está a preto, António Jorge Gonçalves regista nos seus cadernos paisagens urbanas, clausuras domésticas, deambulações pela natureza, uma seleção atenta de fragmentos na vida quotidiana. O artista investiga o modo como o desenho pode surgir do escuro, deslocando o centro da atenção do que é iluminado para o que se oculta. O branco, ao invés de destacar o contorno, insinua presenças e atmosferas, revelando uma relação mais contida entre o traço e o espaço. Nesta exploração, acaba por perceber que aquelas páginas pretas são como salas às escuras que precisam do lápis branco para revelar o que lá está dentro. Mais do que um exercício técnico, estes desenhos propõe uma reflexão sobre o ato de ver e representar. Ao trabalhar sobre fundo negro, António Jorge Gonçalves questiona a hierarquia entre luz e sombra, presença e ausência, mostrando como o desenho pode funcionar como um meio de descoberta e de equilíbrio entre ambos.

15h00

Documentário “O povo que conta” — Tiago Pereira

documentárioBeco da Elza - Junto à Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

“O povo que conta” é um documentário, estreado na 1.ª edição da Lapa do Lobo: Aldeia Cultural, coproduzido pela Fundação Lapa do Lobo e pela Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, realizado por Tiago Pereira, que reúne as histórias das gentes da Lapa do Lobo, que comprovam que o povo conta e sabe contar histórias. Uma demonstração do valor do património oral e da preservação da identidade local.

 

A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP) é um projeto fundado em 2011 pelo realizador Tiago Pereira, com o objetivo de documentar e divulgar o vasto património musical e cultural de Portugal. Este projeto dedica-se a registar manifestações musicais tradicionais e contemporâneas por todo o país, capturando não apenas a música, mas também as histórias e contextos das comunidades e indivíduos que as mantêm vivas.

16h00

Performance “Madrinhas de Guerra, pretendem-se.” — Joana Gomes Martins

performanceMercearia Borges - Rua Cimo do Povo·M/12resultado de residência

“Exmo. Sr. Carteiro, faça o favor de entregar esta carta à primeira jovem que encontrar em Lapa do Lobo, Canas de Senhorim, Beira Alta, Metrópole.”

Começou assim a troca de correspondência entre uma madrinha de guerra e o seu afilhado. Entre uma jovem-menina de 14 anos e um soldado, um rapaz-feito-homem, destacado para uma guerra longe, bem longe de sua casa; uma guerra que não era sua.

Eles, jovens, iam. Elas, jovens, ficavam e eram incentivadas a corresponderem-se com os soldados, para os ajudarem a superar a solidão e o medo.

Por detrás da nobreza destes atos de milhares de raparigas, estava também uma ação concertada entre o Estado Novo e o Movimento Nacional Feminino para, através da instrumentalização destas raparigas, fazer deles melhores soldados.

Em “Madrinhas de Guerra, pretendem-se.” exploramos esta tensão e procuramos ler nas entrelinhas destas cartas o que era preferível ignorar.

 

Joana Gomes Martins nasceu em Viseu, em 1994. É intérprete, criadora e formadora de teatro. É licenciada em Teatro e Artes Performativas, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e mestre em Teatro – especialização em Encenação e Interpretação – pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Trabalhou com encenadores, criadores e estruturas como Lígia Soares, Graeme Pulleyn, Marcantónio del Carlo, Diogo Freitas/Momento Artistas Independentes, Patrick Murys, Joana Pupo, Teatro do Montemuro e Um Coletivo. Fez também formação com Mónica Calle, Nuno M. Cardoso, Lígia Soares e Filipe Crawford. Co-fundou a estrutura colaborativa BANQUETE, de investigação e criação multidisciplinar em artes, da qual é investigadora e criadora associada.

16h30

Concerto — Grupo de Cavaquinhos ACR Passilgueirense

concertoTerreiro das Almas·Todos os públicos

Um reencontro entre o Grupo de Cavaquinhos da ACR Passilgueirense e a população da Lapa do Lobo, que irá proporcionar um momento único, no Terreiro das Almas, lugar icónico da aldeia. Este concerto convida habitantes e visitantes a ouvir os músicos, ao som de melodias tradicionais e vibrantes que se espalham pelo terreiro. Com os cavaquinhos a dar o tom e as cordas a completar a harmonia, a música flui, criando uma atmosfera envolvente que mistura o passado e o presente da aldeia.

17h30

Espetáculo “Chá das cinco” — Companhia Coração nas Mãos

teatroTerreiro do Antunes·Todos os públicos

O presente, o aqui e o agora, aquando do bebericar e do desfrutar da essência da infusão. Mas, ao contrário do que se espera, a paz não acontece. E a utópica calma do chá contrapõe-se às ansiosas situações e imprevistos que dele vão surgindo: a água que nunca mais aquece, o chá que nunca mais está pronto e a amiga que nunca mais chega.

 

A Coração nas Mãos é uma companhia portuguesa de circo contemporâneo e dança, sediada em Vila do Conde. Fundada em 2021, a companhia dedica-se à criação de espetáculos que exploram a interação entre o circo, a dança e o espaço público, proporcionando performances que dialogam diretamente com o público e o ambiente envolvente.

19h00

Concerto “Rezas e Benzeduras” — César Prata

concertoCapela Santa Catarina·Todos os públicos

Rezas e benzeduras reúne um conjunto de canções criadas a partir de rezas e orações tradicionais. Rezas para afastar a trovoada, o mal-olhado e outras maleitas, ou orações entoadas no início de uma viagem ou no fim do dia.

 

César Prata nasceu na Guarda em janeiro de 1964. É professor, licenciado em História pela Universidade de Coimbra, onde integrou o GEFAC (Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra). É mestre em Estudos do Património pela Universidade Aberta. Fundou e dirigiu diversas associações culturais e trabalhou com inúmeras coletividades no âmbito da recolha do património imaterial, tendo publicado vários cadernos sobre tradição oral.

21h30

Espetáculo “Canções para poetas” — André Gago e Victor Zamora

concertoPátio da Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Uma criação original de André Gago em que o autor apresenta um repertório de canções inspiradas em poemas de diversos escritores portugueses, brasileiros e norte-americanos, acompanhado pelo pianista Victor Zamora, um dos pianistas acompanhadores mais requisitados do país, num encontro onde a palavra poética ganha nova vida através da música.

 

André Gago é actor, encenador, professor e autor. Em 2004 criou o Teatro Instável, onde encenou e actuou em espetáculos como “A Gargalhada de Yorick” , “Hamlet, Heterónimos, Pessoas…”, “Noite Antiquíssima”, “Acerca de Música” e “Hamlet”. A Commedia dell’Arte e a sua paixão pela máscara levaram-no a estagiar com Ferrucio Soleri, no Piccolo Teatro di Milano. Tendo representado Arlequim e Pantalone na companhia Meia Preta, começou a ensinar a Técnica da Máscara em inúmeros cursos e workshops.

Victor Zamora nasceu em Cuba 1973 , Sta. Clara. Em 1989 Iniciou os estudos musicais (piano e guitarra clássica) EPIA Escola de Artes de Santa Clara em Cuba, onde se graduou e começou a trabalhar em Varadero (Cuba). A residir em Portugal desde 1999, estabelece contactos com músicos Portugueses que reconhecem o seu talento para a mescla de sons existente na sua forma de se expressar ao piano. Já actuou um pouco por todo o Mundo, não só com os seus Projectos pessoais como em diversos concertos como músico convidado de músicos bastante conhecidos como: Paulo de Carvalho, Maria Anadon, Mafalda Sacchetti, Maria Viena , Paula Oliveira, Philip Hammilton, Carmen Sousa , Jacinta, Ana Maria Jopek, Diego el Gavi, Vitorino Salomé , Luís represas , Júlio Fowler, Teté Alinho, Ivan Lins, Danielle Mille, Tierry Elias, Carlos Barreto, Jose Salgueiro, Alexander Frazao, Nelson Cascais, Gonçalo Sousa, Bruno Pedroso, André Sousa Machado, Ricardo Toscano, Maria João, Dulce Pontes, Selma Uamuse, Pablo Flores, Jazzafari, Carlos Mendes, Salvador Sobral.

23h00

Aldeia Lounge — Contracanto

LoungeEscola de Artes da Lapa do Lobo

André ViaMonte apresenta um concerto intimista de piano e voz que convida o público a percorrer as canções que têm marcado o seu percurso artístico. Dos temas dos álbuns Via e Monte às mais recentes composições de De Vez, cada música revela uma etapa, uma história e uma emoção.

Acompanhado ao piano por Hélder Godinho, André ViaMonte partilha a inspiração que esteve na origem das suas canções e conduz o público por uma conversa próxima e autêntica sobre o seu caminho enquanto compositor, musicoterapeuta e artista. Entre a música e a palavra, surgem memórias, reflexões e confidências que revelam a essência de cada tema.

Mais do que um concerto, este é um encontro de proximidade, onde a simplicidade do piano e da voz criam um espaço de escuta, emoção e partilha, convidando cada pessoa a encontrar também a sua própria história nas canções.

 

André Viamonte (nascido em Zurique em 1983) é um cantor, compositor e musicoterapeuta português. A sua identidade musical une as suas raízes folclóricas e o fado à ópera e world music.

O artista destaca-se por fundir a sua paixão pela composição com a área terapêutica, formou-se em Musicoterapia em 2013. Essa abordagem resultou nos seus álbuns “VIA” (2016) e “MONTE” (2019), este último masterizado nos conceituados Abbey Road Studios. Mais recentemente, lançou projetos autobiográficos como “De Vez”, explorando as suas raízes e as vivências da emigração.

Todo o dia

Oficina de Máscaras de Lobo — Marta Dias

oficinaJardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Nesta oficina criativa, crianças e adultos são convidados a construir autonomamente uma máscara de lobo em EVA, a partir de moldes disponibilizados pela organização. Entre recortes, colagens e pequenos detalhes decorativos, cada participante poderá criar a sua própria interpretação do lobo, dando forma a personagens únicas inspiradas no imaginário da aldeia e da natureza.

Domingo 26 julho10 atividades
09h00

1.ª Corrida Cristiano Pereira

corridaPonto de encontro: Jardim Fundação Lapa do Lobo·Inscrição prévia até 15 de julho através do site https://acorrer.pt

A 1.ª Corrida Cristiano Pereira nasce como uma homenagem ao atleta que dá nome ao evento, celebrando o desporto, o espírito de superação e a ligação à comunidade. O programa integra uma Kids Run, dedicada aos mais novos, uma caminhada de 8 km e uma corrida de 10 km, convidando participantes de todas as idades a partilhar um momento de convívio, atividade física e celebração coletiva.

09h00

Arruada de bombos — ARCPaço

arruadaADCL · Jardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Os bombos da Associação Recreativa e Cultural do Paço (ARCPaço) ressoam com força e alma, enchendo o ar da aldeia com batidas vibrantes e contagiantes. O som profundo ecoa nas casas de pedra, atravessando becos e vielas, enquanto o ritmo pulsante desperta suavemente os aldeões, chamando-os à celebração. À medida que a arruada avança pelas ruas estreitas e sinuosas, a aldeia transforma-se num palco vivo, onde cada batida marca o compasso da festa. Uma ode ao coletivo, ao som que une e ao coração que bate em uníssono com a tradição.

 

A Associação Recreativa e Cultural do Paço (ARCPaço), de Canas de Senhorim, é uma coletividade dedicada à promoção de atividades culturais e recreativas na região. A associação tem desempenhado um papel ativo na dinamização cultural da comunidade local. Entre as suas iniciativas, destaca-se a organização de eventos tradicionais, como arruadas de bombos, que enchem as ruas da aldeia com ritmos vibrantes e fortalecem os laços comunitários.

10h30

“Branco” — Espetáculo para bebés — Estação das Letras

espetáculoAuditório Maria José Cunha·Famílias com bebés e crianças a partir dos 6 meses
Esgotado

No silêncio do branco há uma linha vazia de sons e palavras, um verso sem rima à espera. Quando cada cor, no seu brilho, ecoa, emerge um espetáculo extraordinário de cores e luzes. O branco é a tela em branco onde a paleta do arco-íris encontra o seu lar. Neste mundo calmo e sereno, as cores do arco-íris habitam, despertando com a aurora para revelar a esplêndida dança das suas tonalidades. Um pássaro azul, uma mão amiga, um chapéu para partilhar… O que mais reside neste reino cromático?

“Branco – Teatro Sensorial para Bebés e Não Só” é uma viagem sensorial que convida todos a explorarem a magia do mundo das cores.

Inscrição Prévia
15h00

Documentário “O povo que conta” — Tiago Pereira

documentárioBeco da Elza - Junto à Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

“O povo que conta” é um documentário, estreado na 1.ª edição da Lapa do Lobo: Aldeia Cultural, coproduzido pela Fundação Lapa do Lobo e pela Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, realizado por Tiago Pereira, que reúne as histórias das gentes da Lapa do Lobo, que comprovam que o povo conta e sabe contar histórias. Uma demonstração do valor do património oral e da preservação da identidade local.

 

A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP) é um projeto fundado em 2011 pelo realizador Tiago Pereira, com o objetivo de documentar e divulgar o vasto património musical e cultural de Portugal. Este projeto dedica-se a registar manifestações musicais tradicionais e contemporâneas por todo o país, capturando não apenas a música, mas também as histórias e contextos das comunidades e indivíduos que as mantêm vivas.

16h00

Performance “Madrinhas de Guerra, pretendem-se.” — Joana Gomes Martins

performanceMercearia Borges - Rua Cimo do Povo·M/12resultado de residência

“Exmo. Sr. Carteiro, faça o favor de entregar esta carta à primeira jovem que encontrar em Lapa do Lobo, Canas de Senhorim, Beira Alta, Metrópole.”

Começou assim a troca de correspondência entre uma madrinha de guerra e o seu afilhado. Entre uma jovem-menina de 14 anos e um soldado, um rapaz-feito-homem, destacado para uma guerra longe, bem longe de sua casa; uma guerra que não era sua.

Eles, jovens, iam. Elas, jovens, ficavam e eram incentivadas a corresponderem-se com os soldados, para os ajudarem a superar a solidão e o medo.

Por detrás da nobreza destes atos de milhares de raparigas, estava também uma ação concertada entre o Estado Novo e o Movimento Nacional Feminino para, através da instrumentalização destas raparigas, fazer deles melhores soldados.

Em “Madrinhas de Guerra, pretendem-se.” exploramos esta tensão e procuramos ler nas entrelinhas destas cartas o que era preferível ignorar.

 

Joana Gomes Martins nasceu em Viseu, em 1994. É intérprete, criadora e formadora de teatro. É licenciada em Teatro e Artes Performativas, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e mestre em Teatro – especialização em Encenação e Interpretação – pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. Trabalhou com encenadores, criadores e estruturas como Lígia Soares, Graeme Pulleyn, Marcantónio del Carlo, Diogo Freitas/Momento Artistas Independentes, Patrick Murys, Joana Pupo, Teatro do Montemuro e Um Coletivo. Fez também formação com Mónica Calle, Nuno M. Cardoso, Lígia Soares e Filipe Crawford. Co-fundou a estrutura colaborativa BANQUETE, de investigação e criação multidisciplinar em artes, da qual é investigadora e criadora associada.

17h00

Assembleia Popular

assembleiaTerreiro do Antunes·Todos os públicos

Aberta a toda a população, a Assembleia Popular convida a comunidade a ocupar o Terreiro do Antunes para um momento de encontro, escuta e reflexão coletiva. Moderada por João Paulo Sacadura, a conversa que contará com António Leal, Carlos Torres, Leonor Barata e Rui da Eufrázia, partirá da experiência da Lapa do Lobo Aldeia Cultural para pensar a cultura em territórios de baixa densidade, as oportunidades de trabalho, os desafios do interior e as possibilidades de participação comunitária. Num dos últimos momentos do fim de semana, a afirmação da aldeia como um espaço onde todas as vozes contam e onde todos fazem parte.

18h00

Performance de recriação da Bola Tradicional da Aldeia

performanceTerreiro do Antunes·Todos os públicos

Integrando tradição e arte, esta performance celebra o ritual ancestral da cozedura da bola tradicional da Lapa do Lobo no Forno Comunitário da Aldeia. Num gesto coletivo que une gerações, o ato de amassar, levedar e cozer a bola transforma-se num espetáculo vivo, onde os movimentos das mãos, o som da lenha a crepitar e os aromas que invadem o espaço criam uma coreografia sensorial. Entre cânticos populares, histórias partilhadas e o calor do forno, a performance explora a relação entre alimento, comunidade e memória. No final, a partilha da bola cozida sela o momento num gesto simbólico de união e celebração.

19h00

Concerto de encerramento — Luísa Sobral

concertoPátio da Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Um concerto intimista, a solo, onde Luísa Sobral explora com leveza os terrenos da pop e do jazz. A encerrar a 4.ª edição da Aldeia Cultural, a cantautora chega à Lapa do Lobo com as canções do seu mais recente álbum, a ser lançado em novembro de 2026, e do álbum “Dansando”: um trabalho íntimo e pessoal, mas também socialmente consciente e implicado, reunindo canções luminosas nas quais o amor é a matéria-prima.

 

Luísa Sobral é uma das cantoras-compositoras mais importantes da nova geração de músicos portugueses. Estreia-se em 2011 com The Cherry on My Cake, álbum muito bem recebido pelo público e pela crítica. Seguem-se There’s A Flower In My Bedroom (2013), Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa (2014), destinado ao público infantil, e Luísa (2016), gravado em Los Angeles. o último trabalho é “DanSando”.

Todo o dia

LupuSD”art 2026

oficinaJardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Lobos d’Arte dá nome à ilustração/matriz criada pela artista Josefa Reis, materializada em escultura pelo escultor Hamilton Lima — uma obra a 3D assinada a “2 mãos”. O projeto propõe a interpretação da figura do Lobo, em esculturas de 50×35 cm em resina de poliéster e fibra de vidro, num desafio coletivo destinado a artistas plásticos e artesãos, explorando vários materiais, técnicas e processos numa dinâmica de inclusão de várias artes.

Todo o dia

Oficina de Máscaras de Lobo — Marta Dias

oficinaJardim Fundação Lapa do Lobo·Todos os públicos

Nesta oficina criativa, crianças e adultos são convidados a construir autonomamente uma máscara de lobo em EVA, a partir de moldes disponibilizados pela organização. Entre recortes, colagens e pequenos detalhes decorativos, cada participante poderá criar a sua própria interpretação do lobo, dando forma a personagens únicas inspiradas no imaginário da aldeia e da natureza.

Sempre na Aldeia

Sem hora marcada, durante os três dias

Exposições, instalações e atividades permanentes que se encontram a qualquer hora, espalhadas pelos espaços da Lapa do Lobo.

Rostos da Aldeia

Loja das casas do lupo

Fotografias de Tito Mouraz: o retrato coletivo da Lapa do Lobo criado em residência, patente durante todo o festival.

Madrinhas de Guerra, pretendem-se.

Mercearia borges - rua cimo do povo

Instalação de Joana Gomes Martins em torno das cartas das madrinhas de guerra da aldeia.

Toalha Poética

Fundação lapa do lobo

A obra de arte criada por grupo de bordadeiras do Curso de Bordados da Fundação Lapa do Lobo em 2012 pode voltar a ser apreciada por todos.

Rádio Aldeia Cultural

Jardim fundação lapa do lobo

A rádio do festival emite durante os três dias, com vozes da aldeia, música e o que vai acontecendo. Com Rádio Clube do Dão.

Uma aventura na Lapa do Lobo

Ruas da Lapa do Lobo

Percurso-jogo para descobrir a aldeia ao próprio ritmo, em família ou entre amigos.

Aldeia Cultural em palavras

Fundação Lapa do Lobo

Em tempos de mensagens instantâneas e smartphones sempre ao alcance, convidamos a abrandar e redescobrir o poder da palavra manuscrita.

Livra-te! — Feira do livro usado

Edifício Multifuncional da Fundação Lapa do Lobo

Disponibilizamos livros usados, mas sempre novos para quem os folheia pela primeira vez. Com Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim.

Exposição “Desenhar do escuro”

Galeria de Exposições da Fundação Lapa do Lobo

António Jorge Gonçalves investiga o modo como o desenho pode surgir do escuro, deslocando o centro da atenção do que é iluminado para o que se oculta.

Lobito

Ruas da lapa do Lobo

Zé Pedro Ramos, da 5ª Oficina, veste-se de Lobito e diverte quem passa pela Lapa do Lobo Aldeia Cultural.

Petiscos da Aldeia

Jardim da fundação lapa do Lobo

O Leitão dos Vizinhos; A taberna do Rossio;
Sabor & Aroma; O Hambúrguer Central; Raízes & Sabores (ADCL); Bacalhau à Paço; Delícias do Agrupamento 604; A Barraca dos Finalistas; Fusões da Quinta

Residências artísticas

Criar a partir de dentro da aldeia

Antes do festival, artistas e estruturas vivem e trabalham na Lapa do Lobo, criando com a comunidade. O que nasce destas residências — exposições, performances, leituras — encontra-se ao longo do programa e nos espaços da aldeia.

Rostos da Aldeia

Tito Mouraz

O fotógrafo percorreu a Lapa do Lobo ao encontro de quem a habita, num retrato coletivo que cruza rostos, casas e paisagem. Da residência nasce uma exposição que devolve a aldeia a si própria.

Madrinhas de Guerra, pretendem-se.

Joana Gomes Martins

A partir das cartas trocadas entre as madrinhas de guerra da Lapa do Lobo e os soldados na frente, a residência trabalhou a memória epistolar da aldeia — palavras que regressam agora em forma de performance e instalação.

Leituras com Coro

Amarelo Silvestre

Esta iniciativa traz textos de teatro - a partir da Biblioteca Amarelo Silvestre - às diferentes comunidades do concelho de Nelas. As leituras culminam numa discussão à volta do texto escolhido.

O Lobito

Zé Pedro Ramos - 5ª Oficina

Este Lobito, escuta o que lhe dizem, mas nem sempre está alerta. Anda errante (não tem medo de errar, arrisca, mas pouco petisca), e errante lá anda ele a espreitar de lapa em lapa, sem uivar ao luar, mas sempre a cantar e desafinar!

Organização

Fundação Lapa do Lobo
Rua de Santa Catarina, 30
3525-625 Lapa do Lobo


+351 232 671 084
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